Glossário
Dúvidas antes de começar: um glossário para chegar afiado na reunião
Nove termos que aparecem em quase todo feedback difícil de squad, explicados com o detalhe que um FAQ rápido não cobre.
A página inicial responde as dúvidas mais comuns em formato de perguntas curtas. Esta página é diferente: um glossário mais longo, pensado para ler com o roteiro ao lado, termo por termo, antes de marcar qualquer reunião. Cada item tem um link direto, então você pode voltar a ele depois de outra página do site.
- Gatilho
- Ponto na conversa em que a pessoa para de escutar e passa só a se defender. O gatilho não é igual pra todo assunto: corte de verba e demissão costumam disparar em poucos segundos; ajuste de prazo ou de prioridade, um pouco mais devagar; questão salarial quase sempre dispara na abertura. Não existe um manual único — cada pessoa reage de um jeito, e o histórico da relação define o quão rápido isso aparece.
- Feedback direto
- Jeito de comunicar um problema nomeando o fato, o impacto e o próximo passo, sem embrulhar em elogio de abertura. Dentro desse formato, a pessoa entende o recado na primeira vez, sem precisar decifrar um e-mail educado depois. A intensidade varia por contexto: algumas situações pedem um tom mais seco, outras pedem mais cuidado — o que também muda o tempo da conversa.
- Escuta ativa
- Prática em que quem ouve repete, resume ou confirma o que a outra pessoa disse antes de responder, além de simplesmente esperar a vez de falar. Pode ser uma frase curta de confirmação ou um resumo mais longo, com ou sem pergunta de checagem. Conversas com escuta ativa costumam levar mais tempo no início, mas o retrabalho total depende de quanto mal-entendido isso evita lá na frente.
- Roteiro
- Em conversas que fogem do combinado, é o plano B que você usa quando o roteiro original não segura mais a situação. Esse plano B segue uma pausa estratégica combinada no treino, que raramente resolve tão bem quanto a conversa ensaiada — por isso vale confirmar até onde ele cobre antes de contar com essa saída no dia a dia.
- O alcance
- Alcance em que a mentoria realmente atua: pode ser só você, você e mais uma pessoa, o squad inteiro ou a empresa toda. Quanto maior o alcance, geralmente maior o tempo de preparo — por isso faz sentido escolher com base no que está travando hoje, não no pacote mais completo disponível na proposta.
- Comunicação não violenta (CNV)
- Estrutura de fala que separa observação, sentimento, necessidade e pedido, sem misturar fato com julgamento. Todo mentor que treinamos aqui trabalha esse mínimo antes de partir para técnicas mais avançadas. Um roteiro pode ir além dessa estrutura, mas raramente funciona bem com menos — por isso ela serve como referência para separar o que é estilo pessoal do que é básico de qualquer conversa difícil.
- Postura de defesa automática
- Resposta automática de quem se sente atacado antes mesmo de entender o que foi dito, geralmente ligada a uma situação mal resolvida antes desse feedback específico. Durante essa reação, fica suspensa só a parte da conversa ligada àquele ponto sensível — o resto do diálogo continua funcionando normalmente, inclusive sobre outros assuntos do trabalho.
- Combinado de retorno
- Prática de marcar o próximo checkpoint antes de sair da sala, incluindo o que muda se nada melhorar — desde que fique claro o prazo e o critério de sucesso combinado entre as duas pessoas. É uma alternativa a considerar antes de simplesmente deixar o assunto esfriar e ter que reabrir do zero depois.
- Pausa estratégica: curta ou longa
- Define o intervalo que você propõe quando a conversa esquenta demais pra continuar produtiva. Uma pausa curta costuma significar só respirar e voltar em minutos; uma pausa longa costuma significar remarcar pra outro dia, com direito a repensar a abordagem. A diferença de resultado entre as duas pode ser grande, e vale considerar junto com o quanto a pessoa já está exposta antes de decidir.
Ficou alguma dúvida sobre um termo do seu roteiro?
Envie o trecho que gerou a dúvida e a equipe explica antes da sua próxima reunião.